Jornais e revistas criticam preços de outros produtos, como comida de restaurante, roupas e automóveis, considerando-os elevados em comparação aos americanos. O Instituto Gutenberg anotou o preço de banca nas cidades onde são editados quinze jornais e comprovou que eles também podem figurar nas listas comparativas de preços altos.
O jornal americano é barato de segunda a sábado, e no domingo custa o dobro e quase o triplo. O Miami Herald pula de 35 centavos para um dólar. Em comparação, os grandes jornais brasileiros dobram o preço — de US$ 1 na semana para US$ 2 no domingo (Câmbio arredondado de um dólar igual a um real). Na banca abaixo, que inclui os maiores jornais de cada país, os quinze brasileiros custam US$ 15,20, e os quinze americanos a metade: US$ 7,21( O preço médio nessa banca é de US$ 1,01 para o jornal brasileiro e US$ 0,48 para o americano) .As revistas semanais não ficam atrás: Veja é 30% mais cara que Time; IstoÉ custa 36% a mais que Newsweek.
Um dado importante, além da diferença no imposto, é a disparidade do poder aquisitivo: a renda per capita dos americanos é de US$ 25.860, seis vezes maior que a dos brasileiros, de US$ 4.345. A indústria jornalística nem pode usar o argumento — utilizado pelos editores de livros — de que o preço é alto porque as tiragens são baixas. O jornal brasileiro mais vendido, a Folha de S.Paulo, vangloria-se de ser o “maior do hemisfério”, mas é 33% mais caro na banca que o maior dos EUA, The Wall Street Journal. The Times, o grande jornal inglês, custa 48 centavos .
A Folha tem um problema com a publicidade que influi no preço final. No faturamento da imprensa, o ideal é que a publicidade corresponda a 70%. Segundo o diretor de Circulação da Folha, Flávio Pestana, a receita da venda de jornais equivale à de anúncios — em torno de 50 a 55%. No Estadão, a venda de jornais significa apenas 20% do faturamento. Na Zero Hora, 36%. No Dia, do Rio, o mais barato dos jornais de grande tiragem, 40%. Na liderança das revistas, Veja obtém 30% do faturamento com a venda de 1,2 milhão de exemplares (dados de Meio & Mensagem, 18/3).
Em questão Por que a imprensa tem reserva de mercado e não paga imposto? Sugestão de pauta Imprensa deveria explicar porque não paga imposto Editorial Imposto é independência Alto-contraste Um bom momento para reavaliação da reserva de mercado Alto-contraste Isenção de impostos cobre até o filme da fotografia Preços Jornal brasileiro é mais caro que o americano Negócios Telhado de vidro
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